Imagem com o título "Aquisição de usuários para app 5 estratégias para crescer com qualidade"

Aquisição de usuários para app: 5 estratégias para crescer com qualidade

O crescimento de um aplicativo vai além do número de instalações. Uma estratégia de aquisição de usuários para app considera a qualidade dos usuários atraídos, a experiência após o download, a retenção e o potencial de receita ao longo da jornada.

Milhares de instalações não significam, necessariamente, melhores resultados. Baixa ativação, pouco engajamento e altas taxas de desinstalação podem comprometer o retorno dos investimentos. Por esse motivo, a aquisição deve fazer parte de uma estratégia de App Growth, que integra ASO, mídia paga, segmentação, experiência do usuário, retenção e análise de dados.

Neste artigo, você vai entender o que é aquisição de usuários para aplicativos, conhecer cinco estratégias para ampliar a base de usuários e descobrir quais métricas indicam a qualidade dos resultados.

Continue a leitura!

O que é aquisição de usuários para app

A aquisição de usuários para app, também conhecida como User Acquisition (UA), reúne estratégias voltadas à atração de pessoas interessadas em baixar e utilizar um aplicativo.

Essas ações podem ser desenvolvidas em canais orgânicos e pagos, como:

  • App Store Optimization (ASO).
  • Google Ads.
  • Meta Ads.
  • TikTok Ads.
  • Marketing de influência.
  • Programas de indicação.
  • Parcerias estratégicas.
  • Conteúdo e SEO.
  • E-mail marketing e CRM.
  • Eventos e ativações de marca.

O foco da aquisição vai além do aumento do número de downloads. Uma estratégia bem estruturada busca atrair usuários com maior probabilidade de realizar ações relevantes, como concluir um cadastro, efetuar uma compra, contratar uma assinatura, agendar um serviço ou utilizar uma funcionalidade prioritária.

Aquisição, experiência e retenção fazem parte do mesmo processo. Quando o aplicativo não entrega valor após a instalação, os custos de mídia aumentam e a qualidade da base tende a diminuir.

5 estratégias de aquisição de usuários para aplicativos

Diversos canais podem contribuir para a aquisição de usuários. A escolha depende das características do público, do modelo de negócio, do orçamento disponível e dos objetivos da empresa.

A seguir, conheça cinco estratégias para estruturar uma aquisição mais consistente.

1. Invista em App Store Optimization (ASO)

O App Store Optimization (ASO) reúne práticas voltadas ao aumento da visibilidade orgânica nas lojas de aplicativos. A estratégia considera fatores que influenciam tanto a descoberta quanto a conversão da página na App Store e no Google Play.

Entre os principais elementos estão:

  • título do aplicativo;
  • subtítulo e descrição;
  • palavras-chave estratégicas;
  • ícone do aplicativo;
  • screenshots e vídeos de apresentação;
  • notas e avaliações;
  • atualizações recorrentes;
  • categoria e posicionamento nas lojas.

A pesquisa de palavras-chave revela como os usuários procuram soluções relacionadas ao aplicativo. Esses termos devem aparecer de forma natural nos campos disponíveis em cada loja, sempre em conformidade com as diretrizes da App Store e do Google Play.

Além de ampliar a visibilidade, uma estratégia de ASO bem executada aumenta a taxa de conversão da página do aplicativo. Descrição, elementos visuais e avaliações alinhados à proposta de valor favorecem a decisão de download.

2. Use mídia paga com foco em usuários qualificados

A mídia paga amplia o alcance das campanhas e gera instalações em escala. Plataformas como Google Ads, Meta Ads, TikTok Ads, Apple Search Ads e redes especializadas em mobile oferecem diferentes formatos para aquisição de usuários.

O desempenho das campanhas, porém, não deve considerar apenas o custo por instalação. Uma campanha com CPI baixo pode atrair usuários que não concluem o onboarding, utilizam pouco o aplicativo ou desinstalam a solução após poucos dias.

Uma avaliação mais completa considera indicadores como:

  • taxa de ativação;
  • retenção em D1, D7 e D30;
  • taxa de conversão;
  • custo de aquisição de cliente (CAC);
  • Lifetime Value (LTV);
  • retorno sobre o investimento em mídia (ROAS);
  • receita por canal.

Testes com diferentes segmentações, criativos, formatos e mensagens também fazem parte da otimização contínua. A análise por coorte identifica quais campanhas atraem usuários com maior permanência e geração de valor.

3. Desenvolva parcerias e campanhas de marketing de influência

O marketing de influência amplia a descoberta do aplicativo ao conectar a marca a comunidades com interesses em comum. Os melhores resultados costumam surgir quando existe afinidade entre o influenciador, o produto e o público-alvo.

Antes de estabelecer uma parceria, avalie fatores como:

  • perfil e interesses da audiência;
  • taxa de engajamento do influenciador;
  • qualidade e formato dos conteúdos publicados;
  • alinhamento entre a marca e o criador de conteúdo;
  • rede social mais adequada ao público do aplicativo;
  • possibilidades de mensuração da campanha.

Aplicativos B2B podem alcançar bons resultados em parcerias com especialistas no LinkedIn, newsletters, podcasts e eventos do setor. Já aplicativos de varejo, entretenimento e consumo costumam explorar melhor criadores de conteúdo presentes no Instagram, TikTok e YouTube.

Links rastreáveis, códigos promocionais e campanhas exclusivas facilitam a mensuração de instalações, ativações e conversões geradas por cada parceiro.

4. Participe de eventos e ativações estratégicas

Eventos, feiras, conferências e encontros de comunidades representam oportunidades para aumentar a visibilidade da marca e estabelecer contato direto com públicos de interesse. Essa estratégia costuma apresentar bons resultados quando existe relação entre o aplicativo e o contexto do evento.

Entre as ações mais utilizadas estão:

  • demonstrações do aplicativo;
  • QR Codes direcionados para a página de download;
  • ofertas exclusivas para participantes;
  • palestras, workshops e conteúdos educativos;
  • coleta de feedback durante a experiência;
  • campanhas de reengajamento após o evento.

O planejamento também deve considerar a jornada depois da instalação. Uma comunicação de boas-vindas, um onboarding adequado e benefícios alinhados ao contexto do evento contribuem para elevar a taxa de ativação.

5. Estruture um programa de indicação

Os programas de indicação incentivam usuários atuais a recomendar o aplicativo para amigos, familiares ou colegas. Como a indicação parte de alguém conhecido, esse canal tende a gerar maior confiança desde o primeiro contato.

As recompensas podem contemplar tanto quem indica quanto quem realiza o cadastro ou a primeira conversão. Entre as possibilidades estão:

  • descontos;
  • créditos;
  • frete grátis;
  • acesso a recursos premium;
  • benefícios em carteira digital;
  • pontos em programas de fidelidade;
  • condições especiais em compras ou assinaturas.

A experiência deve ser simples e objetiva. O usuário precisa compreender como realizar a indicação, qual benefício será recebido e quais critérios validam a recompensa.

Além do volume de indicações, vale acompanhar a qualidade dessa audiência. A comparação entre retenção, ativação e conversão dos usuários indicados e dos demais canais oferece uma visão mais completa sobre os resultados da estratégia.

Para isso, é importante que você engaje e ofereça a melhor experiência possível aos seus clientes, assim conquistando ainda mais a confiança deles e garantindo que irão indicar seu produto. Se quiser saber mais sobre como engajar usuários no app por meio de uma campanha, veja o vídeo da LeanWork Group aqui.

Métricas e KPIs para aquisição de usuários para app

A aquisição de usuários para app deve ser acompanhada por indicadores que vão além do número de instalações. As métricas mais relevantes mostram se os usuários permanecem ativos, geram conversões e contribuem para os resultados do negócio.

Instalações e origem dos usuários

O número de instalações indica o alcance das campanhas e da visibilidade orgânica. No entanto, uma análise mais completa considera a origem de cada download, como ASO, mídia paga, programas de indicação, marketing de influência, CRM, redes sociais ou parcerias.

Essa comparação identifica os canais que atraem usuários com maior potencial de engajamento, retenção e conversão.

Taxa de ativação

A taxa de ativação mede quantos usuários concluem a primeira ação de valor dentro do aplicativo.

Essa ação varia de acordo com o modelo de negócio. Entre os exemplos mais comuns estão:

  • conclusão do cadastro;
  • primeira compra;
  • simulação de um serviço;
  • primeiro conteúdo assistido;
  • solicitação de um serviço;
  • configuração de uma funcionalidade;
  • início de uma assinatura.

Uma taxa de ativação abaixo do esperado pode indicar falhas no onboarding, excesso de etapas, problemas técnicos ou diferenças entre a expectativa criada pela campanha e a experiência encontrada no aplicativo.

Retenção

A taxa de retenção revela quantos usuários continuam ativos após um período específico. Os indicadores mais utilizados são D1, D7 e D30, que representam o retorno após um, sete e trinta dias da instalação.

Essa métrica demonstra a capacidade do aplicativo de manter o interesse do usuário depois do primeiro acesso. A análise por canal, campanha, segmento e coorte evidencia quais fontes geram usuários com maior permanência.

Tempo e frequência de uso

O tempo médio de uso e a frequência das sessões mostram como os usuários interagem com o aplicativo. Esses indicadores identificam funcionalidades mais utilizadas, etapas com maior abandono e mudanças no nível de engajamento.

A interpretação, porém, depende do contexto. Aplicativos bancários costumam registrar sessões curtas e, ainda assim, gerar alto valor para o negócio. Já aplicativos de conteúdo tendem a depender de maior frequência ou duração de uso.

Taxa de conversão

A taxa de conversão representa a proporção de usuários que concluem uma ação relevante para o negócio, como uma compra, assinatura, cadastro, envio de formulário ou solicitação de orçamento.

A comparação entre canais revela quais campanhas atraem usuários com maior intenção de conversão, oferecendo uma visão mais completa do que a análise baseada apenas em cliques ou instalações.

Custo por instalação e custo de aquisição de cliente

O custo por instalação (CPI) indica o investimento médio necessário para gerar um download. Já o custo de aquisição de cliente (CAC) representa o valor investido para conquistar um usuário que efetivamente realiza uma conversão.

As duas métricas devem ser analisadas em conjunto. Um CPI reduzido nem sempre representa uma aquisição eficiente quando os usuários não ativam o aplicativo ou não geram receita.

Lifetime Value (LTV)

O Lifetime Value representa o valor gerado por um usuário durante todo o relacionamento com o aplicativo. O cálculo pode considerar compras, assinaturas, recorrência, margem e outros fatores relacionados ao modelo de negócio.

A comparação entre LTV e CAC demonstra se os investimentos em aquisição apresentam retorno sustentável. Perfis com maior LTV também orientam estratégias de segmentação e definição de públicos prioritários.

Como melhorar a qualidade da aquisição de usuários

Uma estratégia de aquisição mais consistente combina diferentes canais, segmentação, análise de dados e otimização contínua. Entre as principais práticas estão:

  • definir o perfil de usuário mais valioso para o negócio;
  • acompanhar a jornada após a instalação;
  • avaliar campanhas com base em ativação, retenção e conversão, além do CPI;
  • segmentar públicos conforme comportamento, interesses, etapa da jornada e LTV;
  • alinhar a comunicação da campanha à experiência oferecida pelo aplicativo;
  • reduzir atritos durante o onboarding;
  • realizar testes A/B com criativos, públicos, páginas nas lojas e fluxos do aplicativo;
  • monitorar avaliações, reviews e reclamações recorrentes;
  • comparar os resultados do aplicativo com concorrentes e referências da categoria.

A qualidade da aquisição cresce quando existe integração entre marketing, produto e retenção. Usuários alinhados ao perfil do negócio apresentam maior potencial de permanência, engajamento e geração de receita.

De que forma o RankMyApp escala a aquisição de usuários para apps

Uma estratégia de aquisição envolve fatores como visibilidade, concorrência, reputação, palavras-chave, conversão e comportamento nas lojas de aplicativos. O RankMyApp reúne inteligência de mercado, tecnologia e análise especializada para apoiar decisões ao longo da jornada de crescimento mobile.

Entre as principais frentes de atuação estão:

  • ASO e análise de palavras-chave: monitoramento de posicionamento, visibilidade e oportunidades nas lojas de aplicativos;
  • benchmarking competitivo: análise de concorrentes, categorias e movimentações do mercado;
  • monitoramento de reputação: acompanhamento de ratings, avaliações e temas recorrentes em reviews;
  • análise de performance mobile: interpretação de indicadores para identificar oportunidades de aquisição, conversão e retenção;
  • acompanhamento consultivo: conexão entre dados, estratégia e objetivos de negócio.

A análise da qualidade da aquisição, associada ao comportamento dos usuários após a instalação, direciona investimentos para canais com maior potencial de retorno e favorece a construção de uma base mais qualificada.

Quer identificar oportunidades para adquirir usuários mais qualificados para o seu aplicativo? Fale com um especialista do RankMyApp e descubra como fortalecer sua estratégia de ASO, inteligência competitiva e performance mobile.

*Texto produzido em parceria com a LeanWork Group

Foto de Leandro Scalise

Leandro Scalise

SEO, Mobile and Digital Marketing specialist. He is graduated in administration by USP (University of Sao Paulo) and did a degree of Marketing and Finance at the European Business School, and, Currently, he's CEO of RankMyApp.

Últimas postagens