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O que fazer quando a IA recomenda o concorrente? Saiba tudo sobre SEO para ChatGPT

Você abre o ChatGPT e digita a pergunta: “qual é a melhor fintech para oferecer crédito a negativados?”. A resposta vem em segundos, bem escrita e cheia de confiança. Só há um problema. O nome que aparece é o do concorrente.

Se isso já aconteceu com você, calma. Não se trata de perseguição nem de acaso. Esse resultado está relacionado à forma como os modelos de inteligência artificial (IA) generativa decidem quais marcas mencionar quando alguém solicita uma recomendação. Atualmente, esse comportamento já interfere diretamente na jornada de compra. Segundo a revista Exame, 50% dos compradores B2B já começam a busca por fornecedores em ferramentas de IA, como ChatGPT, Claude, Perplexity e Gemini.

Na prática, isso significa que a disputa pela atenção do cliente começa muito antes do preenchimento de um formulário ou da reunião com a equipe de vendas. Quando uma solução generativa cita uma empresa como referência, essa marca passa a integrar a lista mental do comprador. Por esse motivo, o SEO para ChatGPT — estratégia também conhecida como Generative Engine Optimization (GEO) — passou a fazer parte das ações de reputação, vendas e crescimento das empresas.

Neste conteúdo, você vai conhecer por que algumas marcas aparecem nas respostas geradas por IA e outras não. Também vamos explicar a diferença entre SEO, GEO e AEO e mostrar os principais fatores que influenciam as recomendações feitas por ferramentas generativas.

Vem comigo!

O termo “SEO para ChatGPT” ficou popular porque utiliza uma lógica já conhecida para explicar uma mudança recente no comportamento de busca. Mas, tecnicamente, o nome mais adequado é Generative Engine Optimization (GEO).

Isso não significa que o SEO tenha deixado de ser importante. Pelo contrário, ele continua sendo importante para aparecer bem em buscadores tradicionais, como Google e Bing, gerar tráfego orgânico e conectar páginas a pessoas com intenção de pesquisa. O que mudou é que parte dessa intenção agora também se manifesta em modelos de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity.

O SEO, sigla para Search Engine Optimization, é o conjunto de práticas utilizadas para melhorar a posição de uma página nos mecanismos de busca. O objetivo é fazer com que um site apareça bem colocado quando alguém realiza uma pesquisa. Se uma pessoa digita no Google “melhor fintech para crédito para negativados”, o SEO ajuda a página da empresa a aparecer entre os primeiros resultados. Nesse caso, o usuário ainda precisa analisar a lista, comparar os links e decidir em qual site clicar.

Já o GEO reúne práticas voltadas a aumentar as chances de uma marca, produto ou conteúdo ser compreendido, associado a um tema e citado por ferramentas generativas. Quando alguém pergunta ao ChatGPT “qual é a melhor fintech para oferecer crédito a negativados?”, a resposta costuma vir em formato de conversa, acompanhada de uma recomendação.

A principal diferença está no tipo de resposta entregue por cada ambiente. No SEO, a disputa é por posição em páginas de resultados. No GEO, a disputa é por presença dentro da resposta gerada pelas IAs.

O comportamento de pesquisa mudou. Hoje, muitas pessoas não querem apenas uma lista de links, mas uma resposta pronta, uma comparação rápida ou uma recomendação direta. Por isso, ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude estão cada vez mais presentes nas decisões de compra, na busca por fornecedores e na comparação entre marcas.

Segundo dados da TechnologyChecker, o ChatGPT já passa de 700 milhões de usuários ativos semanais. Esse volume demonstra a relevância da inteligência artificial nas decisões de consumo e contratação. Em vez de exibir links para que o usuário escolha sozinho, a ferramenta entrega uma resposta com dois ou três nomes, uma justificativa e, em alguns casos, uma recomendação mais direta.

Em outras palavras, a disputa não ocorre apenas pelo clique, mas também pela lembrança e pela consideração. Se um usuário pergunta “qual é a melhor fintech para oferecer crédito a negativados?” e o sistema cita a marca concorrente, essa empresa entra primeiro na lista mental do possível cliente. Já a marca não mencionada perde oportunidade de consideração, mesmo que tenha um bom site, bons produtos e estratégias bem estruturadas. 

A escolha feita por ferramentas de IA não tem relação com gosto pessoal. Tudo depende das informações disponíveis e interpretáveis sobre uma empresa na internet. Esses dados podem aparecer em conteúdos publicados pela própria marca, menções em outros sites, avaliações de clientes, páginas institucionais, notícias, comparativos, fóruns, diretórios, dados estruturados e demais fontes públicas.

Por exemplo, quando uma fintech aparece com frequência em contextos relevantes, mantém dados consistentes, recebe boas menções externas e publica conteúdos úteis, os modelos de IA encontram mais elementos para associar a marca a determinado assunto.

Por outro lado, quando uma empresa apresenta informações desatualizadas, pouca presença em fontes externas, conteúdo genérico e quase nenhuma associação com uma necessidade específica, aumentam as chances de ficar fora das respostas geradas por inteligência artificial.

SEO, GEO e AEO aparecem juntos em muitas conversas, mas não significam a mesma coisa. Cada conceito responde a um tipo de busca e a um comportamento diferente do usuário. Até aqui, você já conheceu o que são SEO e SEO e SEO para ChatGPT (GEO). Agora, vamos diferenciá-los do AEO.

AEO significa Answer Engine Optimization, ou otimização para mecanismos de resposta. Na prática, reúne estratégias para fazer com que um conteúdo seja escolhido como resposta direta para uma pergunta objetiva. Isso vale para caixas de resposta do Google, trechos em destaque, assistentes de voz e outros formatos em que o usuário não deseja necessariamente navegar por vários links, mas encontrar uma explicação rápida e confiável.

A título de exemplo, quando alguém pesquisa “o que é crédito para negativados?”, espera encontrar uma definição simples, objetiva e imediata. Nesse caso, o conteúdo precisa entregar a resposta logo no início, usar linguagem direta e organizar as informações de maneira fácil de interpretar.

Resumidamente, a diferença é que o SEO melhora a posição de uma página nos resultados de busca. O AEO transforma o conteúdo em uma resposta rápida para perguntas específicas. E o GEO tem como foco aumentar as chances de uma marca, produto ou conteúdo ser citado em respostas geradas por IA.

Não existe uma fórmula única para garantir que uma marca seja citada por sistemas de inteligência artificial generativa. Afinal, cada sistema pode interpretar e valorizar informações de maneiras diferentes.

O ChatGPT tende a priorizar informações amplamente disponíveis, consistentes e bem contextualizadas. O Perplexity valoriza fontes recentes e verificáveis. Já o Gemini combina dados de busca, conteúdo estruturado, autoridade do domínio e presença em fontes confiáveis.

Mesmo com essas diferenças, alguns padrões se repetem. Marcas com informações objetivas, presença relevante em fontes externas, conteúdo útil e reputação bem construída tendem a ter mais chances de aparecer nas respostas.

A seguir, veja os principais fatores que ajudam uma empresa a ser citada por ferramentas de IA.

A inteligência artificial não considera apenas o que uma marca diz sobre si mesma. Ela também observa como a empresa aparece em outras fontes, como avaliações de clientes, reportagens, redes sociais, estudos de caso, comparativos, fóruns e diretórios do setor.

Perceba que isso muda bastante a lógica da reputação digital. Não basta a empresa afirmar que é boa, confiável ou inovadora. A IA precisa encontrar informações externas que confirmem essa percepção e, principalmente, ajudem a entender em qual contexto a marca é relevante.

Por isso, quando um cliente escreve que “a fintech X é uma boa empresa”, a frase até transmite uma percepção positiva, mas ainda diz pouco. Boa em quê? Crédito pessoal? Conta digital? Empréstimo para negativados? Atendimento? Taxas menores? Aprovação rápida? Segurança no aplicativo?

Veja que, sem esse contexto, fica mais difícil para a IA associar a marca a uma pergunta específica feita por um usuário. Se alguém pergunta “qual fintech oferece crédito para negativados?”, uma avaliação genérica não ajuda tanto quanto uma menção clara sobre esse tema.

Uma formulação mais completa seria:

Na realidade, quanto mais específica for a referência disponível na internet, mais fácil será associar a marca ao assunto certo e mais forte fica sua estratégia de SEO para ChatGPT (GEO).

A IA precisa encontrar informações coerentes sobre a empresa em diferentes canais. Quando cada página descreve a marca de um jeito, a interpretação fica confusa.

Pense no seguinte cenário. No site, a fintech apresenta-se como uma plataforma de crédito para negativados. No Perfil da Empresa no Google, aparece como banco digital. No LinkedIn, surge como solução de pagamentos. Em um diretório do setor, é descrita como aplicativo de benefícios.

À primeira vista, todas essas descrições podem até fazer algum sentido. O problema é que, juntas, passam mensagens diferentes sobre o foco principal do negócio. Com isso, fica mais difícil associar a marca a uma categoria específica.

Se uma pessoa pergunta à IA sobre fintechs de crédito para negativados, marcas com posicionamento mais bem definido tendem a ganhar vantagem. Por isso, vale manter consistência em pontos como nome da empresa, descrição do negócio, categoria de atuação, produtos oferecidos, público atendido, links oficiais e perfis nas redes sociais.

Um exemplo genérico seria dizer que “a fintech X oferece soluções financeiras para todos os momentos”. A frase soa positiva, mas não ajuda muito a entender o foco da empresa.

Uma descrição mais objetiva poderia ser:

Em termos simples, quanto mais bem definida for a apresentação da empresa em diferentes canais, maior será a chance de os modelos entenderem o que a marca faz, para quem faz e em qual contexto deve aparecer.

Conteúdo genérico tem pouco valor para a inteligência artificial. Textos muito parecidos com o que já existe na internet oferecem poucos motivos para serem usados como referência.

Repare na diferença: uma frase como “o crédito digital cresceu nos últimos anos” faz sentido, mas poderia estar em qualquer site. Falta recorte, profundidade e originalidade.

É por isso que dados próprios ganham tanta relevância dentro de qualquer estratégia de SEO para ChatGPT (GEO). Pesquisas, relatórios internos, levantamentos com clientes, estudos de caso e análises de mercado fazem com que o conteúdo seja mais relevante, porque apresentam informações únicas.

Uma fintech pode publicar dados sobre dúvidas frequentes, tempo médio de análise pelo aplicativo, comportamento de contratação pelo celular e cuidados antes de aceitar uma oferta.

Veja como um dado específico aumenta a força do conteúdo:

Quanto mais original e aplicável for o conteúdo, maior será a chance de ele servir como referência em respostas geradas por inteligência artificial.

As pessoas não conversam com a IA da mesma forma que pesquisam no Google. Em vez de digitar apenas palavras-chave, muitos usuários fazem perguntas completas, com contexto e intenção.

No Google, alguém pode pesquisar “crédito para negativados”. Já no ChatGPT, a pergunta costuma ser mais natural, como “qual é a melhor fintech para crédito para negativados?”.

Por isso, conteúdos pensados para SEO para ChatGPT (GEO) precisam responder às dúvidas do público. É preciso explicar o problema, mostrar caminhos, responder objeções e ajudar a pessoa a tomar uma decisão melhor.

Ainda no exemplo das fintechs, uma alternativa seria criar conteúdos que respondam às principais dúvidas sobre crédito digital, tais como:

  • “Como funciona o crédito para negativados?” 
  • “Quais documentos são necessários?” 
  • “Como comparar taxas antes de contratar crédito digital?”

Cada pergunta pode virar uma seção de artigo, uma página de dúvidas frequentes, um guia educativo ou um conteúdo para redes sociais.

Em temas sensíveis, como finanças, saúde e educação, a autoria faz diferença. Ferramentas generativas tendem a valorizar conteúdos com responsáveis identificados, principalmente quando o assunto exige conhecimento técnico ou cuidado na orientação.

Note que publicar um artigo sem assinatura reduz a percepção de confiança. Quando o texto aparece apenas como “Equipe de Conteúdo”, fica mais difícil entender quem participou da produção, qual experiência existe por trás da informação e por que aquele conteúdo merece credibilidade.

Uma opção mais forte seria um artigo assinado por uma pessoa especialista em crédito digital, com experiência em análise de risco, educação financeira, produtos financeiros ou segurança na contratação online.

A inteligência artificial precisa entender rapidamente sobre o que uma página fala. Quando o conteúdo tem parágrafos longos, títulos vagos e pouca organização, a leitura fica mais difícil tanto para pessoas quanto para modelos generativos.

O ponto é que uma boa estrutura não serve apenas para deixar o texto visualmente mais agradável. Também ajuda a organizar a informação, destacar respostas importantes e facilitar a compreensão do tema, um dos pilares mais práticos do SEO para ChatGPT (GEO).

Um conteúdo bem estruturado apresenta título direto, subtítulos objetivos, respostas curtas no início das seções, exemplos práticos e perguntas frequentes.

Para exemplificar, imagine dois formatos:

  • O primeiro é um texto longo sobre crédito digital, sem divisões e sem exemplos.
  • O segundo é um guia com seções como “o que é crédito para negativados”, “como funciona a análise”, “quais cuidados tomar” e “como comparar opções”.

Veja que o segundo formato exige menos esforço do leitor e facilita a interpretação do conteúdo.

Conteúdo desatualizado perde força, principalmente em temas que mudam rapidamente, como inteligência artificial, fintechs e tecnologia. Uma página publicada há três anos pode ter sido útil no passado. No entanto, se nunca passou por revisão, talvez traga dados antigos, exemplos ultrapassados, links quebrados e informações que já não representam o mercado atual.

Consequentemente, conteúdos estratégicos precisam ser revisados com frequência. Essa atualização pode incluir novos dados, remoção de informações vencidas, inclusão de perguntas recentes, troca de exemplos antigos, revisão de links, acréscimo de fontes atuais e ajuste dos termos usados pelo público.

8. Prova social e avaliações

Avaliações de clientes ajudam a IA a entender como a empresa é percebida fora do ambiente institucional. Mas o contexto faz toda a diferença.

Comentários como “gostei muito, recomendo” diz pouco. Não explica o que funcionou bem, qual problema foi resolvido ou qual benefício chamou atenção.

Um exemplo de avaliação mais útil seria:

Repare que esse comentário traz muito mais informação. Mostra o canal usado, a experiência vivida e o benefício percebido. Também ajuda a associar a marca a atributos como praticidade, contratação digital e crédito pelo aplicativo.

Uma marca precisa ser associada com frequência aos temas pelos quais deseja ser lembrada. Se uma fintech quer aparecer em respostas sobre crédito para negativados, precisa publicar e receber menções sobre esse assunto de forma recorrente.

Não basta ter uma única página sobre o tema. Os sistemas generativos precisam encontrar diferentes conteúdos e referências que reforcem a presença da marca naquele território.

Esse conjunto pode incluir materiais sobre crédito para negativados, educação financeira, segurança na contratação, simulação pelo aplicativo, e mais.

O primeiro passo para descobrir se a IA recomenda a empresa é fazer testes manuais nas principais ferramentas de IA generativa.

Para isso, formule perguntas parecidas com aquelas que um possível cliente faria durante a busca por uma solução. Algumas possibilidades são:

  • “Qual é a melhor fintech para crédito para negativados?”
  • “Quais empresas oferecem crédito digital para pessoas com nome negativado?”
  • “Quais fintechs são referência em crédito pelo celular?”
  • “Qual plataforma de crédito tem contratação simples pelo app?”
  • “Quais empresas de crédito digital vale considerar no Brasil?”

Depois de fazer esses testes, observe se a marca aparece nas respostas, em qual posição é mencionada, quais concorrentes surgem com mais frequência, quais justificativas são usadas, quais fontes são citadas e quais temas são associados ao negócio.

Esse exercício ajuda a ter uma primeira visão sobre a presença da marca, mas possui limitações. Os resultados podem variar conforme a ferramenta, a data do teste, a forma como a pergunta foi escrita, o histórico da conversa e o contexto usado pelo modelo. 

Como resultado, as empresas que querem acompanhar esse cenário de forma contínua precisam contar com ferramentas especializadas em SEO para ChatGPT (GEO). Por exemplo, o RankMyGEO monitora automaticamente a presença da marca nos principais motores de IA, incluindo ChatGPT, Gemini, Perplexity, Claude, Grok e Google AI Mode. 

Em vez de testar pergunta por pergunta manualmente, a plataforma acompanha prompts estratégicos, compara concorrentes e mostra em quais respostas a marca aparece, em quais situações perde espaço e em quais temas precisa ganhar relevância.

Se uma ferramenta de IA participa da decisão de compra, a ausência da marca em uma resposta pode significar perda de visibilidade antes mesmo do primeiro contato com o cliente. É justamente por isso que o SEO para ChatGPT (GEO) deixou de ser tendência e se tornou necessidade.

A boa notícia é que essa presença pode ser construída. Ela não depende de truques rápidos, repetição exagerada de palavras-chave ou tentativas de “enganar” o modelo. O caminho está em organizar a base digital da empresa, publicar conteúdos úteis, manter informações consistentes, fortalecer a reputação em fontes externas e responder às perguntas que o público realmente faz. O RankMyGEO monitora a presença da sua marca em ferramentas generativas, compara o desempenho com concorrentes e mostra quais prompts, temas e respostas merecem atenção.

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Leandro Scalise

SEO, Mobile and Digital Marketing specialist. He is graduated in administration by USP (University of Sao Paulo) and did a degree of Marketing and Finance at the European Business School, and, Currently, he's CEO of RankMyApp.

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