Como usar Inteligência Artificial para vender mais na Black Friday

A Black Friday já é uma data conhecida, esperada e planejada por boa parte dos brasileiros. Muita gente acompanha preços antes mesmo de novembro, salva produtos no carrinho, define um orçamento e chega perto da data sabendo exatamente o que quer comprar.

Então, o que falta é descobrir qual loja oferece a condição mais vantajosa, seja pelo menor preço de verdade, pelo melhor prazo de entrega, por uma garantia mais segura ou por um produto que atende melhor à necessidade. Por isso, a comparação ficou mais objetiva.

Em vez de fazer uma busca ampla, o consumidor pergunta a ferramentas de Inteligência Artificial (IA), como ChatGPT, Gemini ou Perplexity, qual TV 4K de até R$ 4 mil vale mais a pena ou em quais lojas comprar um celular com boa câmera e entrega rápida. Essas plataformas reúnem informações, comparam alternativas e ajudam a encurtar a decisão. 

A mudança já aparece nos números. 54,6% dos brasileiros pretendiam usar IA para comparar preços na Black Friday de 2025, segundo a Conversion. Para as lojas, a disputa passa a ser também por aparecer na resposta que orienta a compra.

Neste artigo, vamos mostrar como usar a Inteligência Artificial para vender mais na Black Friday e o que as marcas precisam fazer para ter mais chances de aparecer quando o cliente pedir recomendações. 

Vamos lá!

O cliente não pesquisa mais do mesmo jeito

Há algum tempo, pesquisar antes de comprar significava digitar termos mais genéricos, como “TV 4K em promoção” ou “celular barato”, e visitar diferentes sites até encontrar uma opção que parecesse interessante.

A pessoa comparava preço, ficha técnica, avaliações e prazo de entrega por conta própria. Era um processo mais aberto, em que cada nova busca trazia muitas possibilidades e nem sempre ajudava a decidir.

Hoje, ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity deixam essa pesquisa mais específica. Em vez de procurar apenas por uma TV em promoção, o usuário pode informar quanto pretende gastar, como será o uso e o que considera importante na compra.

A pergunta deixa de ser “TV 4K em promoção” e passa a ser “em quais lojas a TV 4K modelo X estará mais barata na Black Friday”. 

Da busca genérica à resposta certeira

A forma de pesquisar antes de comprar mudou. Veja a diferença entre digitar um termo vago e conversar com uma IA que entende o contexto da decisão.

Antes
“TV 4K em promoção”
Loja A
Loja B
Blog review
Loja C
Comparador

Vários resultados soltos. A decisão fica por conta de quem pesquisa.

Agora
Quanto pretende gastar
Como será o uso
O que é prioridade

Resposta da IA

Melhor loja pelo preço
Modelo que encaixa no uso
Melhor momento pra comprar

Para as lojas, isso muda a lógica da disputa. Não basta ter uma boa oferta no site. A marca também precisa ser encontrada e considerada pelas ferramentas de IA no momento em que elas comparam opções e sugerem onde comprar.

É isso que o Generative Optimization (GEO) trabalha. O termo se refere à preparação da presença digital da marca para aumentar as chances de ela aparecer em respostas geradas por ferramentas de inteligência artificial.

Como aumentar as chances da loja aparecer nas respostas de IA

Uma IA não recomenda uma loja apenas porque ela tem um banner bonito ou investe bastante em anúncio. Para responder a uma pergunta como “em quais lojas a TV 4K modelo X estará mais barata na Black Friday?”, ela precisa encontrar informações que sustentem essa indicação.

Preço, disponibilidade, prazo de entrega, condições de pagamento, garantia, política de troca, avaliações e reputação da marca entram nessa conta. Quanto mais objetivas e atualizadas estiverem essas informações, mais fácil será para a ferramenta entender o que a loja oferece e em quais situações ela pode ser recomendada.

Para exemplificar, imagine duas lojas vendendo a mesma cafeteira.

  • A primeira tem uma página curta, com foto, preço e botão de compra. 
  • A segunda explica para quem o produto é indicado, quantas xícaras prepara, como funciona a limpeza, quanto consome de energia, o que vem na caixa, prazo de envio por região, avaliações verificadas e comparação com modelos parecidos.

Se uma pessoa pergunta à IA quais lojas vendem uma cafeteira indicada para um casal que toma café todos os dias, com entrega rápida e boa garantia, qual das duas oferece mais informações para aparecer na resposta

Com as estratégias de Generative Engine Optimization, a segunda loja tem mais chances de aparecer nessa resposta. Isso porque ela oferece informações completas, atualizadas e fáceis de interpretar, tanto para o consumidor quanto para as ferramentas de IA.

Como usar Inteligência Artificial para vender mais na Black Friday

Usar a Inteligência Artificial para vender mais na Black Friday significa estar presente nos momentos que influenciam a decisão de compra, inclusive antes de o cliente chegar à loja. Não se trata apenas de usar IA na operação, mas de ser encontrado quando o usuário pede recomendações e compara ofertas.

Para isso, a preparação precisa ir além de criar anúncios ou instalar um chatbot. A loja precisa oferecer informações que ajudem ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity a entender o que ela vende, quais condições oferece e por que pode ser uma boa indicação.

1. Crie conteúdo para as perguntas que o cliente realmente faz

Durante a Black Friday, o consumidor geralmente já sabe o produto que quer ou, pelo menos, a categoria que pretende comprar. A dúvida está nos detalhes que ajudam a escolher a melhor oferta.

Ele pode perguntar qual notebook atende melhor a quem trabalha de casa ou qual celular tem boa câmera e entrega rápida. Essas perguntas são mais completas do que uma busca genérica e pedem respostas igualmente completas. Por isso, vale criar conteúdos que respondam às dúvidas mais frequentes antes da compra. Comparativos entre produtos, guias de escolha, páginas sobre prazo de entrega, condições de troca e explicações sobre garantia são alguns exemplos.

Uma loja de eletrônicos pode publicar um conteúdo sobre como escolher uma TV para ambientes claros. Mas, perto da Black Friday, também pode responder perguntas mais ligadas à decisão, como quais recursos comparar antes de aproveitar uma oferta ou como identificar se o desconto vale a pena.

O objetivo é ajudar o cliente a decidir com mais segurança e dar às ferramentas de IA informações úteis para usar em uma resposta.

2. Deixe as páginas de produto completas e atualizadas

A página de produto é uma das fontes mais importantes para uma loja que busca aparecer nas recomendações de IA. Entretanto, não basta ter apenas foto e preço. A página precisa explicar o que é o produto, para quem é indicado, quais são as características e quais são as condições de garantia.

Durante a Black Friday, também é importante manter preço, estoque e regras da promoção atualizados. Se a oferta depende de cupom, tem prazo limitado ou vale apenas para determinadas regiões, essa informação precisa estar visível.

3. Mostre de forma objetiva as condições que pesam na decisão do cliente

Em períodos como a Black Friday, o menor preço chama atenção. Mas nem sempre fecha a compra. Prazo de entrega, frete, parcelamento, troca, garantia e reputação da loja podem fazer o consumidor escolher uma opção mais cara, mas que parece mais segura. 

Por isso, não esconda informações importantes em letras pequenas ou em páginas difíceis de encontrar. Deixe claro as informações de entrega, quais regiões são atendidas, como funciona a troca e quais são as condições reais da oferta. Isso melhora a experiência de quem compra pelo site e fortalece os sinais que uma IA encontra sobre a loja.

4. Construa sinais de confiança além do seu e-commerce

A IA não conhece a marca apenas pelo que está no site institucional. Ela também busca avaliações, matérias, comparadores, perfis de empresa, marketplaces, fóruns e outros conteúdos publicados na internet.

É por isso que a reputação da empresa também importa. Avaliações de clientes, dados atualizados nos canais da marca, respostas atenciosas a dúvidas e menções em sites relevantes ajudam a mostrar que a organização é confiável. Para uma loja pequena ou média, esse trabalho começa pelo básico: 

  • Manter os perfis corretos. 
  • Incentivar avaliações depois da compra. 
  • Responder o público com transparência.

5. Organize as informações da marca em todos os canais

A loja não deve informar um prazo no site e outro no marketplace. Além de confundir o consumidor, esse desencontro dificulta o entendimento da marca pelas ferramentas de IA.

Antes da Black Friday, revise os dados mais importantes em todos os pontos de contato:

  • Catálogo e descrições dos produtos prioritários.
  • Preços e regras promocionais.
  • Estoque e disponibilidade.
  • Prazo e custo de entrega.
  • Política de troca e garantia.
  • Canais de atendimento.
  • Avaliações e informações públicas da empresa.

Essa revisão faz parte da preparação para aparecer em respostas mais completas, como “quais lojas têm este produto disponível, com entrega rápida e boa política de troca?”.

6. Acompanhe como a marca aparece nas respostas de IA

Depois de preparar conteúdo, páginas e informações públicas, uma estratégia de Inteligência Artificial para vender precisa incluir o acompanhamento de como a marca é apresentada pelas ferramentas de IA.

Quando alguém pergunta ao ChatGPT, Gemini ou Perplexity sobre os produtos que você vende, sua marca aparece? Ela é citada de forma correta? Os preços, produtos e condições mencionados fazem sentido? Quais concorrentes entram nas recomendações?

Essas respostas ajudam a identificar oportunidades. Às vezes, a marca não aparece porque falta uma página mais completa. Em outros casos, porque não há conteúdo para uma dúvida importante do público ou porque informações básicas estão inconsistentes na internet.

A boa notícia é que já existem soluções para acompanhar como a marca aparece nas respostas geradas por IA e entender o que pode estar impedindo uma recomendação. O RankMyGEO é uma delas. A plataforma identifica se a marca é citada por ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity, quais concorrentes aparecem nas mesmas buscas e quais oportunidades existem para fortalecer essa presença antes da Black Friday. 

Além de acompanhar a presença, o RankMyGEO reúne métricas como GEO Score e participação da marca nas respostas em comparação com outras empresas do mercado. Também permite analisar prompts de alta intenção comercial, ou seja, perguntas feitas por pessoas que já estão perto de decidir uma compra.

Sua marca está preparada para usar Inteligência Artificial para vender mais na Black Friday?

A Black Friday é um período de ampla concorrência. Muitas lojas vendem produtos parecidos, disputam a atenção do mesmo público e anunciam ofertas ao mesmo tempo. Para o consumidor, escolher ficou mais fácil: ele compara preço, entrega, garantia e reputação em poucos minutos, muitas vezes com a ajuda da IA.

Sair na frente não depende apenas de oferecer o menor preço. A marca precisa dar ao cliente motivos claros para escolhê-la. Isso passa por páginas de produto completas, condições de entrega bem explicadas, estoque atualizado, bem como políticas de troca visíveis e conteúdos que respondam às dúvidas que surgem antes da compra.

O RankMyGEO escala esse processo ao monitorar como a marca aparece nas respostas de IA, quais concorrentes ganham espaço nas mesmas perguntas e quais oportunidades podem ser priorizadas antes da Black Friday. Assim, sua estratégia deixa de depender apenas de promoção e passa a considerar também a presença da marca no momento em que o cliente compara e decide.

Descubra como a sua marca aparece nas recomendações de IA e o que pode ser feito para ganhar mais espaço antes da Black Friday. Fale com um especialista do RankMyGEO.

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Leandro Scalise

SEO, Mobile and Digital Marketing specialist. He is graduated in administration by USP (University of Sao Paulo) and did a degree of Marketing and Finance at the European Business School, and, Currently, he's CEO of RankMyApp.

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