É normal que um aplicativo apresente alguns erros vez ou outra. No entanto, quando as falhas ocorrem continuamente, há um problema grave que deve ser solucionado o mais rápido possível. Se o app não for corrigido ou configurado em tempo hábil, pode haver perdas consideráveis de usuários.
Prova disso é o percentual divulgado em uma pesquisa sobre os motivos de desinstalação de aplicativos, realizada pela empresa Dot Com Infoway. Os dados apontam que cerca de 62% dos usuários entrevistados excluem apps quando há falhas e erros de maneira recorrente.
Mas quais são as principais causas desses problemas? E o que fazer quando o aplicativo (app) apresenta falhas continuamente? Para ajudar você, o RankMyApp preparou um conteúdo com algumas das principais causas de erros em aplicativos e as formas de solucioná-los.
Confira a seguir!
Como diagnosticar falhas em aplicativos
Antes de alterar código, a equipe precisa entender o comportamento da falha. Um erro recorrente deve ser investigado com base em dados técnicos, não apenas em hipóteses.
O primeiro passo é responder perguntas como:
- Em qual versão do app a falha começou?
- O erro acontece em Android, iOS ou ambos?
- Há concentração em algum modelo de aparelho?
- A falha ocorre em alguma versão específica do sistema operacional?
- O problema aparece em alguma tela ou fluxo específico?
- O crash acontece na abertura, no login, no pagamento, no carregamento de dados ou no uso em segundo plano?
- O erro começou após atualização de SDK, API, backend ou sistema operacional?
- A falha impacta muitos usuários ou apenas um grupo específico?
- Existe stack trace disponível?
- O problema pode ser reproduzido em ambiente de teste?
Ferramentas como Firebase Crashlytics, Sentry, Bugsnag, Datadog, New Relic, Instabug e AppCenter ajudam a mapear essas informações. Sem esse tipo de monitoramento, a equipe fica limitada a relatos subjetivos e perde velocidade na correção.ais frequência e o que fazer para evitá-los.
A seguir, listamos as falhas mais comuns em apps. Acompanhe!
Principais causas técnicas de falhas em apps
Se o app apresenta falhas continuamente, é muito provável que uma dessas ocorrências esteja na lista de erros mais comuns em aplicativos. Confira:
Problemas internos no app
Em alguns casos, a falha está dentro do próprio aplicativo. Isso pode ocorrer por causa de arquivos corrompidos, instalação incompleta, conflito entre versões ou erro em algum recurso interno.
Como identificar
- O aplicativo fecha logo após abrir.
- Determinadas telas não carregam.
- Botões param de funcionar.
- Mensagens de erro aparecem com frequência.
- O app funciona em um aparelho, mas falha em outro.
- A falha começou após uma atualização.
Como resolver
Uma primeira ação simples é reinstalar o aplicativo. O processo ajuda a limpar arquivos antigos e instalar uma versão mais estável.
Se o erro continuar, a falha provavelmente está ligada ao código, à versão publicada ou a algum serviço conectado ao app. Nesse caso, a equipe técnica precisa analisar logs, mensagens de erro e dados de uso.
Gerenciamento da memória RAM
A memória RAM ajuda o smartphone a executar aplicativos. Quando um app consome memória em excesso, o aparelho pode ficar lento, travar ou encerrar o aplicativo automaticamente. Isso ocorre principalmente em apps com muitas imagens, vídeos, animações, mapas, feeds infinitos ou recursos em tempo real.
Como identificar
- O app demora para abrir.
- O celular esquenta durante o uso.
- O aplicativo trava após alguns minutos.
- Imagens demoram para carregar.
- O app fecha ao abrir câmera, mapa ou vídeo.
- Outros aplicativos ficam lentos ao mesmo tempo.
Como resolver
A equipe de desenvolvimento deve otimizar o uso de memória. Algumas práticas recomendadas são:
- Comprimir imagens antes do carregamento.
- Carregar apenas o conteúdo visível na tela.
- Evitar animações pesadas.
- Reduzir processos em segundo plano.
- Liberar memória após o fim de uma ação.
- Usar paginação em listas longas.
- Evitar carregamento de arquivos grandes de uma só vez.
- Monitorar vazamentos de memória.
Exemplo: se o app exibe uma lista com 500 produtos, não é recomendado carregar todos os itens ao mesmo tempo. O ideal é mostrar os primeiros resultados e carregar novos itens conforme a rolagem da tela.
Testes insuficientes
Um aplicativo pode funcionar bem em um aparelho e apresentar erro em outro. Por esse motivo, testar apenas em emuladores não é suficiente. Um bom processo de testes pode seguir estas etapas:
1. Criar uma lista de funções principais
Antes de testar, a equipe deve listar tudo que precisa funcionar bem. Por exemplo:
- Abrir o app.
- Fazer cadastro.
- Realizar login.
- Recuperar senha.
- Buscar produtos ou conteúdos.
- Abrir tela de pagamento.
- Finalizar compra.
- Enviar mensagem.
- Ativar notificações.
- Sair da conta.
2. Testar em diferentes aparelhos
O ideal é testar em aparelhos com:
- Android antigo.
- Android recente.
- iPhone com iOS recente.
- iPhone com versão anterior de iOS.
- Tela pequena.
- Tela grande.
- Pouca memória.
- Boa capacidade de processamento.
3. Testar diferentes conexões
O app precisa funcionar bem em condições variadas:
- Wi-Fi rápido.
- Wi-Fi instável.
- 4G.
- 5G.
- Conexão fraca.
- Modo offline, quando aplicável.
4. Testar ações inesperadas
Também é importante simular situações comuns, como:
- Receber ligação durante o uso;
- Sair do app e voltar depois;
- Bloquear a tela;
- Trocar de rede;
- Perder conexão;
- Abrir câmera;
- Girar a tela;
- Usar o app com bateria baixa.
5. Coletar feedback antes do lançamento
Antes de publicar uma atualização, vale liberar uma versão de teste para um grupo pequeno de usuários. Esse grupo pode apontar problemas que a equipe interna não percebeu.
Atualização de API
A atualização da API é uma das razões pelas quais os apps apresentam falhas continuamente. Isso porque, em uma atualização, podem passar despercebidos alguns ajustes necessários e que acabam fazendo toda a diferença no desempenho do aplicativo após uma nova versão.
Como identificar problema em API
- Login para de funcionar.
- Pagamento apresenta erro.
- Mapa não carrega.
- Dados aparecem incompletos.
- Pedidos não são atualizados.
- Notificações deixam de chegar.
- Mensagens de erro surgem após atualização.
Como resolver
- Verificar se a API passou por atualização.
- Ler a documentação atualizada.
- Confirmar se algum endpoint foi alterado.
- Testar autenticação e permissões.
- Validar retorno de dados.
- Conferir limites de requisições.
- Repetir testes em ambiente de homologação.
- Publicar a correção somente após validação.
Sempre que uma API for atualizada, o app precisa passar por uma nova rodada de testes. Mesmo uma alteração pequena pode gerar impacto em funções importantes.
Encerramento incorreto do aplicativo
O aplicativo também pode apresentar falhas quando o ciclo de vida não é tratado corretamente. Em muitos casos, o problema aparece quando a pessoa sai do aplicativo, bloqueia o aparelho, alterna para outro app ou retorna depois de alguns minutos. Se o app não souber lidar com essas mudanças, pode voltar com informações quebradas, sessão inválida, carregamento infinito ou fechamento inesperado.
Como identificar esse tipo de falha
- Retorno ao aplicativo após ficar em segundo plano.
- Bloqueio e desbloqueio do aparelho durante uma ação.
- Troca rápida entre aplicativos.
- Interrupção por chamada, notificação ou perda de conexão.
- Retorno ao app depois de muito tempo inativo.
- Tentativa de continuar uma compra, cadastro ou login após pausa.
- Fechamento inesperado logo após reabrir o aplicativo.
Se a falha aparece principalmente nesses cenários, há grande chance de o problema estar no gerenciamento do ciclo de vida.
Como resolver no Android
No Android, é importante revisar como o aplicativo trata os estados principais, como abertura, pausa, parada, destruição e retomada. A equipe deve garantir que dados importantes sejam preservados e que processos desnecessários sejam encerrados quando o app deixa de estar ativo.
Boas práticas incluem:
- Salvar o estado da navegação antes de o app ir para segundo plano.
- Cancelar requisições de rede que não precisam continuar ativas.
- Evitar timers, listeners e observers rodando sem necessidade.
- Liberar câmera, GPS, player de vídeo, microfone e outros recursos sensíveis.
- Usar
ViewModelpara preservar dados durante mudanças de configuração. - Usar
onSaveInstanceStatepara salvar informações temporárias importantes. - Usar
WorkManagerpara tarefas que precisam continuar com segurança em segundo plano. - Evitar dependência de variáveis em memória para dados críticos.
- Validar sessão e autenticação sempre que o app for retomado.
- Rratar corretamente mudanças de orientação, idioma, tema e modo escuro.
Exemplo prático: se uma pessoa está preenchendo um cadastro e o app vai para segundo plano, os dados digitados não podem desaparecer quando o aplicativo for aberto novamente. Para evitar isso, o app deve salvar o progresso localmente ou manter o estado por meio de uma estrutura adequada.
Como resolver no iOS
A lógica é semelhante. O aplicativo precisa lidar corretamente com entrada em segundo plano, retomada e encerramento pelo sistema. A equipe deve revisar métodos e eventos relacionados ao ciclo de vida, como entrada em background, retorno para foreground e encerramento de sessão.
Boas práticas incluem:
- Salvar dados temporários antes da entrada em segundo plano.
- Pausar animações, vídeos e processos que não precisam continuar ativos.
- Encerrar tarefas de rede sem importância crítica.
- Retomar a interface com dados válidos.
- Validar sessão após retorno ao aplicativo.
- Evitar que a navegação dependa apenas de dados mantidos em memória.
- Usar armazenamento local seguro para informações importantes.
- Monitorar erros gerados após retorno do app ao primeiro plano.
Exemplo prático: em um app financeiro, se uma pessoa começa uma transferência e alterna para outro aplicativo, o retorno precisa ser seguro. O app pode exigir nova autenticação, recuperar o estado da operação ou reiniciar o fluxo, mas não deve exibir uma confirmação incorreta nem concluir uma ação sem validação.
O que a equipe deve monitorar
Para corrigir esse tipo de problema, não basta tentar reproduzir manualmente. É necessário acompanhar dados técnicos. Ferramentas como Firebase Crashlytics, Sentry, Datadog ou New Relic ajudam a identificar:
- Versão do aplicativo afetada.
- Modelo do aparelho.
- Versão do sistema operacional.
- Etapa em que a falha aconteceu.
- Evento executado antes do crash.
- Tempo em segundo plano antes do erro.
- Volume de usuários impactados.
- Frequência do problema após cada atualização.
Com esses dados, a equipe consegue entender se a falha está ligada a um modelo específico, a uma versão do sistema ou a uma tela do app.
Bug de forma geral
Nem toda falha tem origem direta no código principal do aplicativo. Em alguns casos, o problema pode estar relacionado ao sistema operacional, a uma atualização recente do Android ou iOS, a bibliotecas nativas, SDKs de terceiros, WebView, serviços do Google, permissões do dispositivo ou integrações externas.
Esse tipo de falha costuma ser mais difícil de identificar porque pode afetar apenas determinados modelos de aparelho, versões específicas do sistema ou combinações de dependências. Por isso, a investigação precisa ir além de testes manuais e considerar dados técnicos de monitoramento.
Como identificar esse tipo de falha
A equipe de desenvolvimento deve observar padrões nos relatórios de erro:
- Aumento repentino de crashes após atualização do Android ou iOS.
- Falhas concentradas em uma versão específica do sistema operacional.
- Erro restrito a determinados fabricantes, como Samsung, Motorola, Xiaomi ou Apple.
- Crashes relacionados a WebView, Google Play Services, Firebase, bibliotecas de analytics ou SDKs de mídia.
- Falhas após atualização de SDKs externos.
- Comportamento diferente entre ambiente de teste e produção.
- Erro em recursos nativos, como câmera, localização, biometria, notificações ou armazenamento.
- Aumento de reclamações logo após publicação de uma nova versão do app.
- Stack traces apontando para bibliotecas externas ou componentes do sistema.
Nesses casos, é importante cruzar informações como versão do app, versão do sistema operacional, modelo do aparelho, fabricante, SDK afetado, tela de origem e ação realizada antes da falha.
Como corrigir ou mitigar
Quando a causa está ligada ao sistema operacional ou a serviços externos, nem sempre a correção depende apenas do código interno. Ainda assim, a equipe pode adotar medidas para reduzir impacto.
Algumas ações recomendadas são:
- Criar fallback para recursos críticos.
- Isolar SDKs externos para evitar que uma falha derrube o app inteiro.
- Adicionar tratamento de exceções em pontos sensíveis.
- Validar versão do sistema antes de executar funções específicas.
- Desabilitar temporariamente uma funcionalidade via feature flag.
- Publicar hotfix caso a falha esteja em uma versão recente.
- Atualizar dependências afetadas.
- Ajustar permissões e configurações nativas.
- Comunicar usuários impactados quando o problema for amplo.
Por exemplo: se um SDK de pagamento passa a gerar crash em uma versão específica do Android, a equipe pode desativar temporariamente aquele fluxo por feature flag, direcionar o usuário para uma alternativa segura e publicar uma correção assim que a causa for confirmada.

Sistema Android apresentando falhas contínuas: o que fazer?
Você que utiliza o sistema Android já pode ter se deparado com a seguinte mensagem na tela: “Google apresenta falhas continuamente”. Esse bug interfere diretamente no uso dos apps. Então, quando isso acontecer, uma boa dica é limpar os dados de cache do aplicativo. Isso irá fazer com que a memória temporária não venha a acumular nenhum tipo de falha. Para fazer isso, basta seguir essas etapas:
- Na aba de configurações do sistema Android, vá em “Apps”.
- Abra a aba “Todos os aplicativos” e localize aquele que você quer
- Agora clique em “Armazenamento e cache”, depois em “Limpar cache” e espere até que todos os dados do app sejam excluídos.
Ao contrário do IOS, o sistema operacional Android muitas vezes apresenta mensagens de erro sem qualquer explicação. Portanto, se você utiliza smartphone com esse sistema e aparecer em sua tela “O app foi encerrado” o mais recomendado é reiniciar o app que você pretende utilizar. Dessa forma, junto com as dicas já passadas anteriormente, ajudam a diminuir as falhas.
Como atualizar os aplicativos?
A atualização serve para melhorar o desempenho dos aplicativos e apresentar novas funções. E a falta dela é um dos principais motivos para o app apresentar falhas continuamente.
Muitos aplicativos atualizam o sistema de maneira automática por padrão de fábrica. No entanto, alguns não apresentam essa funcionalidade. Nesses casos, você precisa realizar a atualização de forma manual e verificar as disponibilidades quando quiser. Mas para fazer isso, é necessário seguir os seguintes passos:
- Acesse a sua loja de aplicativos.
- Entre no menu localizado à esquerda, na parte de cima da tela.
- Acesse a opção “meus apps e jogos”.
- Em seguida irá aparecer uma lista com os apps que precisam de atualização.
- Selecione “Atualizar” para o upload de forma individual.
- Se deseja atualizar todos da lista, clique em “Atualizar todos”.
- Sempre fique de olho nas notificações que as stores enviam ao seu telefone. Facilita a atualização.
Apps reviews demonstram a experiência do usuário
Tudo o que você leu até agora, influencia na experiência do usuário. São situações refletidas nos apps review, uma das formas dos usuários compartilharem a opinião deles sobre os aplicativos.
Por estarmos vivenciando uma era especial no UX, os reviews estão cada vez mais relevantes e ganhando espaço nas estratégias de App Store Optimization (ASO). Isso porque, essas métricas acabam gerando impacto na visibilidade dos aplicativos nas stores e na taxa de conversão, influenciando a decisão dos usuários. Afinal, grande parte das pessoas gostam de conferir os comentários de outros usuários antes de decidir se vão ou não fazer o download.
Conforme pesquisa realizada pela Testmunk, cerca de 77% dos usuários preferem não baixar o aplicativo se estiver mal avaliado, sendo classificado abaixo de três estrelas.
Ou seja, os reviews refletem a experiência do usuário.

Tipos de reviews
Existem dois tipos de reviews que são aceitos pelas lojas de apps. São esses:
- Review orgânico: são feitos por livre e espontânea vontade do usuário. Contam como feedbacks reais.
- Reviews solicitados: são comentários solicitados durante a interação da marca com o usuário. Aqui, é mais interessante pedir reviews para usuários familiarizados com o app, que podem agregar informações com o feedback.
Sendo assim, muitas vezes é por meio dos reviews que você encontra detalhes de algum problema ou descobrir um bug que não existia mais. Por isso, fique sempre atento aos apps reviews. Tente responder, porém absorva os feedbacks para elaborar melhorias na experiência do usuário, caso precise, e aumentar a taxa de conversão.
O RankMyApp pode ajudar você
As falhas impossibilitam que o seu aplicativo tenha melhor desempenho. O RankMyApp, empresa especializada em gestão de aplicativos mobile e inteligência de marketing, com reconhecimento global, pode ajudar você a resolver esses problemas, trabalhando na identificação dos erros.
Por meio de toda a nossa expertise, proporcionamos análises completas e as melhores ações para solucionar esse e outros problemas, fazendo com que o negócio alcance resultados mais positivos. Dentro do nosso escopo de trabalho oferecemos:
- Análises para levar mais inteligência de mercado aos clientes: envolve a verificação da qualidade dos apps, benchmark de concorrentes, categorias e muito mais ações.
- Criação de estratégias de conteúdo: auxílio na aplicação das boas práticas de ASO para atrair e converter usuários mais qualificados nas stores.
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